SAÚDE MENTAL NO AMBIENTE ESCOLAR E FAMILIAR

O mundo todo está passando por um período de incertezas e medos, e é impossível ignorar o grande impacto que esse momento tem na saúde mental das pessoas. No caso de crianças e adolescentes, esse impacto é ainda maior.
Com a internet cada vez mais presente na vida das pessoas, crianças e jovens acabam expostos a todo tipo de informação, mas quase sempre de forma superficial.
A mudança da escola para um ambiente on-line, faz com que os alunos sejam responsáveis por seus estudos, exigindo mais esforços para manter uma rotina e acompanhar os ensinamentos dos professores.
Além disso, o isolamento social fez com que eles passassem muito mais tempo em suas casas. O excesso de convivência familiar, as dificuldades financeiras e perdas podem facilitar o desgaste das relações e gerar conflitos.
São muitas mudanças!
Por isso, é muito importante escutá-los (de forma individual ou coletiva) para entender as dificuldades e anseios que eles podem estar passando. Incentivar a viverem o presente, entendendo o que pode ser feito agora para que eles alcancem seus objetivos no futuro, ajudando assim a lidar com os próprios sentimentos.
Neste momento, os pais devem ser um grande aliado da escola, e essa aproximação é fundamental para que tudo dê certo, tanto em relação aos cuidados necessários para que a pandemia se mantenha controlada, como para que as questões emocionais das crianças possam ser trabalhadas.
O professor é uma figura fundamental, é o que está mais próximo fisicamente e emocionalmente da criança. Este deve sempre estar atento ao comportamento de seus alunos, bem como ao desempenho escolar, e se necessário, juntamente com a família, encaminhar para profissionais que poderão ajudá-los.
A pandemia acentuou a diferença entre aqueles que tinham mais dificuldades de aprender; exigiu um novo educador, que precisou se reinventar, teve que se adaptar à novas tecnologias, novas metodologias, transformando-se.
Como podemos ver, a escola de hoje deve ensinar para seus alunos não apenas as matérias curriculares, e também, cada vez mais questões emocionais, que farão parte do dia a dia escolar.

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